Por Adolfo Paraiso - Presidente do Sindmed - MA
Com o advento da internet houve uma mudança radical nos meios de comunicação. A notícia passou a ser divulgada em tempo real, principalmente, nas redes sociais. É a época da interação, da integração e do compartilhamento de idéias, protestos, mobilizações, críticas e opiniões que até pouco tempo não tinham eco na sociedade por falta desse poderoso veículo de informação que é a WEB 2.0.
Parafraseando um jargão jurídico pode-se afirmar: “o que não está nas redes sociais não está no mundo”. Porém, o fato de se estar em um mundo virtual não nos exime das responsabilidades da vida real. Reproduzo aqui um comentário que postei há algum tempo no facebook: “quando postar uma foto ou um comentário pode ter a certeza que as pessoas, de forma automática e intuitiva, estão interpretando e analisando suas informações. Isso pode abrir ou fechar portas tanto no plano pessoal como profissional.”
Em uma sociedade organizada existem regras, normas e leis. “Liberdade de expressão absoluta” não existe. Todo direito é limitado. Assim, ao nos expressarmos sempre caminharemos à beira de um mandamento. Vejo com preocupação que algumas pessoas ao postarem suas opiniões ou críticas nas redes sociais se utilizam de expressões chulas que, muitas das vezes, denigrem a imagem de uma pessoa ou uma instituição. É óbvio que, por mais corretas que sejam suas reivindicações, essa forma de se exprimir transmite uma imagem negativa e, conseqüentemente, nos leva a desconsiderar ou não refletir sobre esse tipo de comentário.
Paradoxalmente, parece-nos que as pessoas que agem dessa maneira na rede virtual têm sérios problemas de relacionamento social associado à baixa auto-estima e fazem uso de avatares para extravasar frustrações.
Aos “apedrejadores de plantão” recomendo que tenham a consciência que críticas sem elegância e educação e sem conhecimento de causa do tema, podem até suscitar um debate, porém em nada contribuirão para uma discussão racional e que produza resultados satisfatórios.
Dessa forma, ao fazer uma crítica o faça com responsabilidade e vivência sobre o assunto, sob pena da sua argumentação não produzir qualquer reflexão e mudanças, além da possibilidade de você ser comparado aos bufões da idade média, que por meio do grotesco procuravam chamar a atenção a qualquer preço, não se preocupando se eram inconvenientes ou iriam causar mal estar àqueles que eram objeto dos seus chistes.

03/02/12 Secretária municipal de saúde, Maria do Perpétuo Socorro, fala sobre uma série de benefícios que não tem sido pago aos profissionais médicos.
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