Por Por Sinmed/RN
ADEUS PRODUTIVIDADE
A Secretaria Estadual de Saúde informou ao Sindicato dos Médicos a mudança no pagamento da produtividade, que sem dúvida nenhuma provocará reação da categoria. Pela nova tabela haverá uma queda nos valores pagos de até 80%. Profissionais como os do Hospital Santa Catarina que chegavam a receber mais de 4 mil reais passarão a receber, por exemplo ,em torno de 900 reais brutos. A explicação da Secretaria é a necessidade de redistribuir com outras categorias profissionais o dinheiro que era pago aos médicos. O direito dos outros de receberem a produtividade é inquestionável, mas com o dinheiro que é de ato médico e para remuneração médica é que parece inaceitável. De qualquer forma a decisão abre os olhos dos médicos para a necessidade de uma luta por salário, já que gratificações e produtividade são instrumentos usados ao bel prazer pelo gestor, sobrando aos médicos na hora da aposentadoria o gosto amargo da enganação que sofreram ao longo de toda vida profissional.
LEITOS DO JOÃO MACHADO SÃO DESTIVADOS
Continuando a fuga de suas responsabilidades de assistência à população do Estado, a Secretaria de Saúde desativou 68 leitos de clínica médica, que existiam como suporte ao Walfredo Gurgel, no hospital João Machado. É dolorosa a informação diante dos pacientes que se acumulam nos corredores dos hospitais procurando tratamento para suas patologias e são obrigados a suportarem o desconforto de cadeiras ou macas, falta de privacidade, exposição da forma mais crua possível. Como sempre as soluções propostas são aquelas que impactam em outros serviços prestados. Para criação de leitos, a Sesap imagina alterar a configuração dos serviços prestados hoje pelo hospital de São José de Mipibu, transformando aquela unidade em área de internamento dos pacientes de Natal. Sinceramente é difícil de acreditar. E principalmente, aceitará a população da região de São José perder os serviços do seu hospital?
ATRASOS DO PCCS
Enquanto todas as outras categorias profissionais dividiram um bolo de mais de 10 milhões, fruto de uma greve dos médicos que se estendeu de novembro de 2008 a janeiro de 2009, os médicos nada receberam. Questionada, a Secretaria primeiro informou que os médicos receberiam agora na última parcela, no entanto, quando procuramos a informação mais exata descobrimos que sequer há cálculo da diferença de junho, julho e agosto do PCCS para os médicos. O Sinmed solicitou providências, mesmo sabendo do desinteresse do governo para atender qualquer reivindicação dos médicos.

03/02/12 Secretária municipal de saúde, Maria do Perpétuo Socorro, fala sobre uma série de benefícios que não tem sido pago aos profissionais médicos.
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