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Colunas

08/09/10

Coluna Publicada no Jornal de Hoje

Por Sinmed

EDITORIAL
 
As privatizações que de vez em quando são realizadas pelos entres públicos, e que vem acontecendo de uma forma crescente na saúde, como uma forma de resolver situações emergenciais ou de especialidades que não aceitam se submeter aos baixos salários pagos tem preocupado muito as entidades médicas. O artifício utilizado tem se revelado uma fuga da responsabilidade de pagar salários justos e de mercado, precarizando a relação trabalhista, que passa a um grau de instabilidade completa, que embora num primeiro momento possa parecer vantajoso para o funcionário, que recebe um valor um pouco superior, revela-se estarrecedoramente lesiva, quando solapa os seus direitos trabalhistas, jogando-o ao desamparo, sem qualquer garantia da lei. Na Prefeitura de Natal e no Governo do Estado, a proximidade da eleição desencadeou uma onda selvagem de privatizações. São contratos os mais variados para inúmeras áreas e especialidades que poderia ser supridos por trabalhadores de carreira com justos salários. Resta saber o porquê da falta de interesse dos entes púbicos de resolverem a dramática situação da remuneração médica, que junto às difíceis condições de trabalho, enfrentada por estes profissionais vem destruindo o sistema de saúde brasileiro.
 
Dr. Geraldo Ferreira - Pres Sinmed RN
 
MÉDICOS EM GREVE
A greve dos médicos do município de Natal, por tempo indeterminado, foi decidida por unanimidade durante a assembléia da categoria realizada na última quarta-feira (01/09). O movimento começa efetivamente no domingo, mas neste sábado os profissionais já realizaram uma manifestação no hospital dos pescadores. O movimento foi deflagrado após quatro meses de negociações, sem sucesso, com a prefeitura. O gestor municipal recusou aceitar as propostas de mudança em dois pontos do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos. A primeira proposta de mudança do PCCV rejeitada diz respeito à Gratificação de Atividade Médica, que na opinião dos médicos deve ser estendida a todos os profissionais, inclusive os municipalizados, do SAMU e PSF. O segundo ponto é sobre a gratificação específica para os médicos do SAMU e PSF, excluída pelo gestor municipal.

MÉDICOS EM GREVE II
Durante a assembléia, Dr. Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed/RN, ressaltou a importância de unificar o movimento e lembrou que a entidade dará todo o apoio necessário ao movimento como assessoria jurídica, planejamento e estratégia. O sindicato também ficará atento ao cumprimento do que está previsto na lei de greve que exige atendimento mínimo de 30% dos serviços durante os dias de paralisação. Cerca de 700 médicos trabalham a serviço do município de Natal nas maternidades, ambulatórios, pronto-atendimentos, unidades 24h de urgência e mergência, SAMU e PSF.

CAOS NO HWG
Os médicos do Hospital Walfredo Gurgel estão sendo obrigados a suspender a realização de alguns procedimentos por causa do desabastecimento que se instalou na unidade. No centro cirúrgico faltam materiais imprescindíveis como luvas, fios cirúrgicos, cateteres, equipo para transfusão de sangue e alguns medicamentos básicos, (antibióticos e antiflamatórios). Devido à grande demanda, a situação tende a se agravar, caso o estoque não seja imediatamente renovado Enquanto isso, os profissionais reclamam do desgaste provocado pelas tentativas de garantir o atendimento sem as mínimas condições necessárias.

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